segunda-feira, 14 de junho de 2010

04.Arrependimento

Eu estava sentado ao lado de Sophie enquanto ela pegava no sono. Tentava acaricia-la mas a minha mão passava por ela, como seu eu fosse um vento, pior que um vento, eu conseguia atravessa-la. Os lindos olhos dela estavam agora inchados de tanto chorar. Arrependia-me por ter brigado com ela, justo no dia do aniversário dela. Eu me sentia totalmente culpado e desesperado, eu estava morrendo e ela estava ali, dormindo, nem sabia o que tinha acontecido comigo.
"- Odeio você Daniel, odeio você! - Sophie batia com força no meu peito.
- Pára Sophie! Você está passando dos limites! - Tentava segurar os pulsos dela. - Vamos conversar!
- Conversar Daniel? Conversar? Você nunca quis conversar sobre nada! Tudo o que você sempre quis foi... foi me machucar. - Sussurrou as últimas palavras.
Senti um arrepio passando pelo meu corpo. Aquelas palavras tocaram-me como se fosse um golpe. Senti a pior pessoa do mundo. Mas em vez de me desculpar, virei e sai de perto dela.
- Tudo o que você sempre faz é virar, sair e não dizer mais nada! - Vi uma lágrima escorrendo pelo pequeno rosto da minha namorada.
- Tudo o que você sempre faz é me trair. - Gritei um pouco alto.
Ela olhou para baixo tentou falar algo, mas a sua voz não saiu, eu sabia que no fundo ela sentia por isso. Eu era péssimo, fazia tanto tempo.
- Mas a gente não estava juntos na época Daniel. Você sabe disso, eu não traí. Então pára de jogar isso contra mim.
- Olha Sophie, desculpa. Vamos fazer as pazes. - Tentava ficar mais perto dela. Encostei a minha testa na sua, e depositei um pequeno beijo na sua boca. Tão pequena. Mas por fração de segundo perdi o controle, agarrando grotescamente tentando tirar a sua roupa. Ela gritava para eu parar, mas eu não estava em mim, não conseguia parar. Ate ela me empurrar com uma pequena força. A soltei tentando entender o que havia acontecido.
- Desculpa, eu...
- Você nunca pensou em mim, a diversão pra você é mais importando do que a mim, não é mesmo? Então se você quer carnaval, vá para um bordel, porque eu quero terminar. - Virou e saiu da minha casa, quando ela abriu o portão, olhou para mim novamente. - Te odeio. - E saiu."

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